Há uma diferença entre quem promete consertar a saúde pública e quem passou três décadas trabalhando dentro dela. Rogério Luiz Zeraik Abdalla, candidato a Deputado Federal por São Paulo pelo Partido Liberal, pertence ao segundo grupo.
Sua trajetória no serviço público federal foi construída longe dos holofotes, nas estruturas que fazem o sistema funcionar: abastecimento, formação de profissionais, negociação de carreira, organização de serviço. É o tipo de trabalho que ninguém vê quando dá certo e que todo mundo sente quando falha.

Da Conab à mesa do abastecimento
Em 2010, Rogério assumiu a diretoria da Companhia Nacional de Abastecimento, a Conab — estatal responsável por acompanhar safras, manter os estoques reguladores do país, amparar a comercialização e executar as políticas de garantia de preço ao pequeno produtor.
Foi Diretor Administrativo e, em seguida, Diretor de Gestão de Pessoas. Em 2015 respondeu interinamente pela Presidência da Companhia em dois períodos distintos, por designação registrada em portaria.
Foram cinco anos aprendendo, por dentro, como o alimento sai do campo e chega — ou não chega — à mesa das famílias brasileiras. É dessa experiência que nasce uma das suas bandeiras: reduzir a distância entre o preço que o produtor recebe e o preço que o consumidor paga.
A secretaria que cuida de quem cuida
Em setembro de 2016, Rogério assumiu a Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, onde permaneceu até agosto de 2018.
É a área responsável por quem sustenta o SUS: formação, qualificação, provimento e condições de trabalho de enfermeiros, técnicos, auxiliares, médicos, farmacêuticos, dentistas, psicólogos, assistentes sociais e agentes comunitários.
Nesse período, representou o Ministério da Saúde na Mesa Nacional de Negociação Permanente do SUS — o espaço onde governo, prestadores e entidades sindicais negociam carreira, qualificação e funcionamento do sistema. Nove protocolos nacionais saíram daquela mesa, entre eles o plano de carreira e o protocolo de saúde do trabalhador.
“Poucas pessoas sabem que existe uma mesa nacional onde se negocia o trabalho no SUS”, resume o candidato ao falar do período. É uma instância pouco conhecida fora do setor, e que define condições sentidas por milhões de profissionais e pacientes.
A enfermagem no centro
A pauta da enfermagem atravessa toda a sua trajetória. Em 2011, participou da retomada da negociação das 30 horas, ao lado do Cofen, da ABEn e das federações da categoria. Em 2016, levou o tema ao plenário da Câmara dos Deputados.
O projeto foi arquivado em 2023. Para Rogério, a luta continua — e é uma das razões pelas quais decidiu disputar um mandato: porque essa batalha, diz ele, só se vence em Brasília.
A universidade do SUS que quase ninguém conhece
Sob sua gestão consolidou-se a Universidade Aberta do SUS, a UNA-SUS: formação gratuita, a distância, certificada e válida para progressão de carreira, oferecida em parceria com 35 instituições de ensino superior.
São 191.998 profissionais egressos. Entre eles, 31.609 formados em dengue, zika e chikungunya, 27.339 em saúde da família e 22.021 em atenção domiciliar.
São números de um programa que chega a quem está na ponta, no interior, sem exigir que o profissional largue o emprego para estudar.
No mesmo período, trabalhou pela ampliação de vagas do programa Mais Médicos e pela realização do Revalida duas vezes por ano, abrindo caminho para brasileiros formados no exterior que estavam impedidos de exercer a profissão no próprio país — atuação registrada em pronunciamento no plenário da Câmara dos Deputados em 2018.
Defendeu também a telessaúde como infraestrutura, e não como enfeite: teleconsulta, telediagnóstico, laudo a distância e segunda opinião formativa, para encurtar a estrada de quem mora longe do especialista.
Reconhecimento e causas
Em setembro de 2026, recebeu a Comenda da Ordem do Presidente JK, em cerimônia da Academia Brasileira de Honrarias ao Mérito, em Brasília.

Ao longo da trajetória, manteve-se próximo de pautas que raramente ganham espaço no debate público: o Transtorno do Espectro Autista e o tempo de terapia das crianças com laudo, as mães atípicas, as pessoas com deficiência, os idosos, as entidades do terceiro setor que fazem o que o Estado não faz e vivem de convênio atrasado, e os motoristas de aplicativo, categoria que sustenta a cidade e trabalha sem rede de proteção.
“Não sou médico. Sou gestor.”
A frase é dele e resume a candidatura.
A fila do SUS não para de crescer por falta de boa intenção. Ela cresce por falta de gestão, de organização e de cobrança de resultado — e é isso que Rogério Zeraik Abdalla diz ter aprendido a fazer em trinta anos dentro do sistema, e não de fora dele.
É com essa proposta que se apresenta ao eleitor de São Paulo como candidato a Deputado Federal, com o número 2267.
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Rogério Zeraik Abdalla — Deputado Federal · 2267 · Partido Liberal
Instagram: @rogeriozeraikabdalla
CNPJ de campanha: 68.353.244/0001-91


